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Boas notícias para Mulheres verdadeiras

Num futuro próximo poderá ser aprovada uma lei no Brasil contra o abuso de photoshop. Pois bem, esta medida deverá no ínicio ser aplicada em publicidades, obrigando a imagem a ter a seguinte legenda: "Atenção: imagem retocada para alterar a aparência física da pessoa retratada". As multas andam na roda dos 50 mil reais para os transgressores que utilizem o photoshop em excesso chegando às vezes a situações ridículas de transformações completas do retratado. Projectos semelhantes já estão também a ser discutidos em França e Inglaterra.

 

Ora, até que enfim. Pelo bem daquele ser belo e sagrado que é a mulher verdadeira, até que enfim. Um retoquezito ou outro de photoshop ainda vá que não vá, mas não nos passa pela cabeça a quantidade de imagens manipuladas a que acedemos diariamente para estereotipar um género de beleza. Se tem barriguinha ela desaparece, aquelas preguinhas (às vezes mínimas) que aparecem quando uma pessoa se senta magicamente deixam de existir. Se repararem ninguém tem olheiras, rugas, sinais, sardas (que são tão giras na minha opinião), não há um rabo com celulite ou estrias e as pernas são brilhantes e com um toque de veludo. Pois esta imagem que nos andam a vender não existe. Ninguém é perfeito (e Deus sabe que se a Kate Moss tem celulite ninguém se devia chocar por ter também) e não nos deviamos convencer do contrário. Eu adoro moda, mas não concordo com as imposições que praticam no que toca a pesos, formas, belezas... Para mim o mundo era muito mais satisfatório se as modelos fossem fantásticas com curvas e corpinhos moldados, do que só ossinhos que na minha opinião não evidenciam roupa nenhuma, deixam-na sim, triste e sem vida. As mais magras que não me interpretem mal, eu estou a falar de magreza extrema até porque eu também sou magra e quem sou eu para criticar isso. Mas fico fula de ver num antes e depois da Faith Hill (por exemplo) que ficou com um braço reduzido a metade. É um exagero e todas as medidas que o previnam têem o meu apoio. Photoshop essencial, com certeza. Photoshop total, não obrigada.

 

Já para não falar de uma coisa tão importante como a adolescência. Been there, done that... já passámos por isso e sabemos como é, eu por acaso nunca tive grandes pancadas mas sempre quis ser ruiva com sardas. Mas as adolescentes de hoje pegam numa revista e aspiram ser assim, sem um único defeito no corpo, e magras até dizer chega, a envergar tudo o que é tendência (mesmo que não entendam muito bem o que se passa...). Já ninguém está contente com nada, se aparece na revista é porque aquilo é que é bom, e toca a ser assim. Que é feito do orgulho e amor próprio? Mas não nos ficamos pela adolescência, também as mulheres adultas levam com photoshop nas revistas todos os dias, mais que não seja do marido que vem com uma qualquer revista masculina a babar porque a 'gaja é perfeita pah!'. Ela não é perfeita, e ninguém deve ficar obcecado na sua imagem em função do que vem numa capa de revista.

 

Por isso deixo aqui um último mas sincero apelo. Amem-se. Tal como são. Se quiserem melhorem algumas coisas mas nunca num estado excessivo. Quem vocês são é a vossa identidade e a razão pela qual são únicos. E uma pessoa com um defeito é uma pessoa com uma história que a diferencia das outras. Ou não... bem sei o que custa a celulite e palpita-me que estou longe de ser a única :) eu cá gosto de mim, e não aspiro ser perfeita, pois se fosse não seria esta Rita que vos fala. Deixo-vos só com algumas imagens para terem uma percepção melhor.

 

 

 

(Epa aquela Penelope não precisa de photoshop para nada hã? Que orgulho!) Falem à vontade, digam de vossa justiça e tomem parte na luta do verdadeiro e falso.

 

Tenho dito.

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